Desordem Criativa – Arthur Luiz Piza

Melissa Anastassiadis

A exposição Desordem Criativa do Arthur Luiz Piza, artista paulistano de 83 anos, radicado em Paris desde 1951, traz obras novas e antigas, dentre elas, colagens, relevos e peças feitas com arame. Essas obras acompanham o constante trabalho de Piza, que envolve pequenas formas geométricas espalhadas como se flutuassem.

O nome da exposição me chamou a atenção e decidi conferir de perto. As obras não são muito grandes, algumas são pouca coisa maiores do que a palma de uma mão. É interessante ver o trabalho que Piza faz com arame, sempre acompanhado de cores e formas geométricas. As obras com colagem também são bastante interessantes porque o artista utiliza o relevo e a profundidade, de maneira surpreendente, consegue mostrar a nítida oposição entre figura e fundo, que dão lugar à construção de um espaço flutuante. As figuras parecem como se estivessem soltas, livres e, portanto como se fossem móveis.

1ª obra: 003 – Sans, 111. 1964 (técnica mista) 35,5 x 27 x cm
Essa obra é uma colagem com sobreposição, é dourado, parece ser de cobre.

2ª obra: Sem título, 2010 (arame galvanizado, zinco pintado de acrílica e madeira) 24,5 x 20 x 10 cm

Essa obra é um aramado com pequenas figuras geométricas coloridas. O arame é amarelo e parece que a obra está saltando do quadro.

3ª obra: Sem título, 2010 (arame galvanizado, zinco pintado de acrílica e madeira) 24,5 x 20 x 10 cm

Essa obra é um aramado com figuras geométricas coloridas, que dá a mesma sensação de estar saltando do da tela como a anterior. O arame não é colorido e as figuras geométricas são maiores.

4ª obra: Sem título, década de 1980 (colagem e recorte) 76 x 57 x 3 cm

Essa obra é um quadro grande que está numa parede ao lado de outros dois quadros do mesmo tamanho e parecidos, todos feitos com colagem e recorte que dão a impressão de relevo.

Galeria Raquel Arnaud

Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h
Endereço: Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena
(De 10 de Novembro a 23 de Dezembro)
www.raquelarnaud.com

por: Mauro Taveira

Entrada da Galeria Luisa Strina

Visitei a primeira exposição individual do artista argentino Adrian Villar Rojas no Brasil chamada:  ”La Moral de los Inmortales”. Que é uma grande instalação de parede, sendo mais precisamente uma sequência de pequenos quadros, de aproximadamente 36cm x 27cm, apesar de estarem em sequência, não possuem claramente uma ordem. Em seus quadros conseguimos detectar questões poéticas e metafísicas pertencentes a nenhum universo específico, mas se apropriando de diversas influências  de toda uma geração. Em suas obras existe uma repetição de certos objetos mas com claras diferenças, tornando assim cada obra sua uma erosão, ou até mesmo, uma evolução da anterior. Adrian ganhou recentemente o 9º Prêmio Benesse na última 54ª Bienal de Veneza pela sua instalação monumental The Murderer of your Heritage.

Período de exposição: 4 de Novembro à 3 de Dezembro de 2011

Horário de visitação: Segunda à Sexta das 10 às 19h / Sábados das 10 às 17h

GALERIA LUISA STRINA
Rua Padre João Manuel, 755 – 01411-000 – São Paulo SP, Brasil
www.galerialuisastrina.com.br

Por: Mariana Yonezawa Fernandes

Exposição: The Art of Dissent in 17th- Century China - Masterpieces of Ming Loyalist Art from the Chih Lo Lou Collection

Visitei a exposição “The Art of Dissent in 17th- Century China” que está no Metropolitan Museum of Art (MET) em Nova York. Esse conjunto de obras que está exposto no Metropolitan é uma pequena parte da arte de transição de dinastias chinesas (Ming-Qing). São mais de 60 pinturas que misturam paisagens e caligrafias de diferentes artistas da época como Huang Daozhou, Zhu Da e Shitao.

Ela esta organizada em cinco grupos:

Mártires Ming

A Montanha Amarela e Nanjing Regional

Artistas de Guangdong

Pintores de Monk

Artistas de Jiagsu e Zhejiang.

Journey in Search of My Parents / Artista: Huang Xiangjian

 Os artistas desse período de transição utilizavam pinturas como forma de demonstrar seus medos, dúvidas e incertezas já que as condições de vida eram precárias.

Landscapes / Artista: Xiao Yuncong - Landscape / Artista: Kuncan - Orchids, Bamboo, and Rocks / Artista: Shitao

A técnica utilizada era independente e própria, fugindo completamente dos moldes tradicionais e até hoje esse estilo é reproduzido e copiado por artistas do mundo todo, em especial, chineses. 

Um fato interessante é que a coleção é sempre exposta por entidades públicas e não tem fins lucrativos para a família dona do acervo. É uma exposição muito bonita e diferente de todas que eu já tinha visto. Destaca-se entre todas as outras exposições e obras do museu, vale a pena a visita.

Vegetables / Artista: Shitao

Poem in Cursive Script        Artista: Kuang Lu

Poem in Cursive Script / Artista: Kuang Lu

Landscapes Depicting Poems of Huang Yanlü / Artista: Shitao

 Data: 07 de setembro de 2011 à 02 de janeiro de 2012

Local: The Metropolitan Museum of Arts – Nova York

Endereço: 5ªAvenida com a Rua 82 número 1000 – Upper East Side – Nova York

Horário:

Terça – Quinta: 9:30 am – 5:30 pm

Sexta e Sábado: 9:30 am – 9:00 pm

Domingo: 9:30 am – 5:30 pm

Fechado às segundas (exceto em datas comemorativas)

Entrada: Preço do museu

Adultos: US$ 25

Idosos: US$ 17

Estudantes: US$ 15

(Crianças abaixo de 12 anos acompanhadas de um adulto, não pagam)

O museu também fornece um guia de audio por US$ 7 (adultos) e US$ 5 (crianças).

Mariana Gonçalves da Fonseca

Exposição:  Olafur Eliasson – Seu Corpo da Obra

A primeira exposição individual do artista dinamarco-islandês na América Latina ficará até o dia 8 de Janeiro de 2012 em São Paulo, e se estende a três espaços diferentes, o SESC Pompeia, SESC Belenzinho e Pinacoteca do Estado. A mostra faz parte do 17º Festival  Internacional de Arte Contemporânea. O artista é conhecido por suas esculturas externas de grande porte, intervenções no espaço urbano e projetos arquitetônicos. Os processos de percepção e construção da realidade estão no centro de sua pesquisa artística. Suas obras incorporam leis da física, neurologia e óptica convidando o visitante a experimentar fenômenos naturais como neblina, luz, cor e reflexos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As obras localizadas no SESC Pompeia dialogam com o público, oferecendo então, lazer e aprendizado àquele que entra em contato com ela. Se concentram na percepção humana das cores e na construção do espaço individual e coletivo. As seguintes fotos são do Projeto de Evolução Estrutural, compostas por peças articuladas e ligaduras. Foi pensado como uma plataforma de construção contínua de formas no espaço, o trabalho exige a participação do público, que manipula peças montáveis e articuladas em infinitas posições possíveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A obra que dá nome à exposição é um labirinto composto por película, madeira e spots. Painéis coloridos e translúcidos se reorganiza em variações cromáticas à medida que o visitante o percorre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O local foi escolhido adequadamente devido à interatividade que pode ser obtida com as peças expostas. O grande número de frequentadores diários do SESC Pompeia transforma constantemente o cenário previamente visto. A criatividade dos interessados é muito bem vinda, podendo inspirar aqueles que só estão de passagem.

Data: 01 outubro 2011 à 08 janeiro 2012

Lugar: SESC Pompeia – Rua Clélia, 93. São Paulo – SP

Horário: Terça a Sábado 09:30 às 21h / Domingo e feriado 09:30 às 20h

Entrada gratuita.

Por: Manon Stockler Haddad

Manon Stockler Haddad

  ”Paradjanov, o Magnífico”, de Sergei Paradjanov

    

Como parte integrante da 35ª Mostra Internacional de Cinema, o MIS recebe a exposição de Paradjanov, o Magnífico.

Foram expostas 60 obras de colagens e desenhos de Sergei Paradjanov, um dos grandes mestres do cinema soviético.

Algo que me chamou atenção na exposição foi que proporcionalmente os quadros possuiam um tamanho pequeno porém conseguiam chamar mais atenção do que um quadro grande, pois não são apenas pinturas, mas a mistura de artifícios utilizados sobrepostos dão uma noção de profundidade. Além de conseguirmos perceber a sua textura apenas pelo olhar.

The Color of Pomegranates (64X36cm)

 A sua história  ia contra os princípios do realismo socialista. Paradjanov fazia  filmes e muitos deles foram censurados, por isso, o cineasta foi preso durante cinco anos. 

Monalisa (48X27cm)

Aprecio a mistura que Paradjanov faz em suas obras de pinturas, instalações, colagens e desenhos. O artista deu origem as suas obras feitas a base de colagem, por dizer que colar imagens era uma forma de continuar a fazer cinema (Impossibilitado de continuar exercendo a profissão)

As obras são bonitas e ele mistura vários objetos. A série da Monalisa foi a que mais apreciei. Tudo criativo e revolucionário.

De: 20 de outubro a 20 de novembro de 2011                                                                                                                                             Terças a sábados, das 12h as 22h; domingos e feriados, das 11h as 21h

Onde: MIS (museu da imagem e do som) – Anexo a área externa                                                                                                         Av. Europa – N 158 SãoPaulo                                                                                                                                                                                                                          Ingresso Gratuito

http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=823

Olafur Eliasson : Seu corpo da obra

 

Exposição do artista Olafur Eliasson

Por: Nathaly Leduc – Cinema

 

A exposição que ocorre na Pinacoteca do Estado, SESC Belenzinho e SESC Pompéia durante quatro meses, é a primeira individual do artista e reúne dez instalações.

Na exposição da Pinacoteca do Estado, o artista desenvolveu quatro grandes instalações em que usa o espelho como principal ferramenta. Estas se condicionam em trono da percepção do visitante que experimenta uma distorção óptica, uma diferente orientação espacial e interessantes fenômenos naturais como luz, cor, reflexos e neblina. Assim, o artista almeja oferecer uma situação espacial enfatizada pela ambigüidade entre “dentro” e “fora”.

Entre as obras expostas estão, “O Microscópio para São Paulo” andando pela passarela, o visitante tem uma visão de reflexos provocados por quatro espelhos reclinados que preenchem todo o pátio interno do museu. A obra é uma espécie de Caleidoscópio gigante, por abrir em direção ao teto de vidro e absorver toda a luz externa. Sendo assim, a temperatura da passarela varia de acordo com a quantidade de luz oferecida pelo dia.  

No espaço central da Pinacoteca, vê se a obra “Take your time” que consiste em um espelho que gira em trono do seu próprio eixo pendurado no teto e assim refletindo o que houver no espaço.  

 

 Entre outras estão, “Esfera de luz lenta” e “Seu planeta compartilhado” foi a obra que mais me tocou, pois propõe um outro olhar, sensação e percepção da cidade. Consiste em um conjunto de vidros com filtro colorido e espelhos transformam o Belvedere (terraço do museu) num caleidoscópico esférico.

 

 

As obras, como já citado, evidenciam que muito de que percebemos acontece de fato no nosso sistema sensorial, por exemplo, a mistura de cores.  Agrada-me o fato de suas obrar, a meu ver, pulsarem um autoconhecimento vindo de um mundo lúdico, que emerge da essência do prazer da percepção. Sua obra é delicada e sensível apesar da grandeza estrutural e às vezes brutalidade.

“São Paulo é vibrante, tem uma presença física muito forte”  essa frase do artista, caracteriza suas instalações que implicam em um contato direto da obra com o cenário urbano.

O projeto, para tanto, é pensado como uma experiência da cidade em compasso com o espaço que ocupa.

De:  01.out a 08.jan.2012

Terça a domingo, das 10h às 18h (fecha 2ª)


Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 2, São Paulo, SP.

Links relacionados: www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?c


Post Por: Amanda de Oliveira

Sigmar Polke – Realismo Capitalista e Outras Histórias

O artista Sigmar Polke realizou, nos anos 60, uma performance que originou um movimento: O Realismo Capitalista. O artista se aproveita da pop art para ironizar situações como o Realismo Socialista. É a primeira exposição de Polke fora da Alemanha, realizada graças a dois colecionadores privados.

( fotografia tirada do local)

Sigmar Polke viveu sua história, mas sempre  procurou extrair motivos para imagens estetizantes, que eram constituídas de fotografias, pinturas e colagens.

( fotografia tirada do local)

Em algumas obras, é notável sua ironia e até mesmo certa crítica á época. Sigmar Polke, acima de tudo consegue expressar uma liberdade com suas obras no geral, pois cada uma delas de forma simples agrega valores extremamente relevantes para o período.

* “Amigas” – Óleo sobre Tela – 150 x 190 cm (1965)

” Supermarkets” – Óleo sobre tela – 200 x 190 cm (1982)

Quando: De 3ª a domingo e feriados, das 11h às 18h. Às 5ªs: das 11h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes.

Ingresso: R$ 15,00. Às 3ªs feiras: acesso gratuito.

Onde: MASP – Museu de Arte de São Paulo. Av. Paulista, 1.578.

Até Quando: 28 de outubro de 2011 a 29 de janeiro de 2012

Solomon R. Guggenheim Museum

5a avenida
New York, NY

Maurizio Cattelar
“All”

4 de Novembro – 22 de Janeiro

Apresentação da exposição

Maurizio Cattelan é um artista italiano. Escultor auto-didata é conhecido por suas obras satíricas e críticas dotadas de certo surrealismo.
Em suas obras, Maurizio faz críticas as formas de poder e controle na sociedade contemporânea. Na exposição “All”, o artista reúne todas suas obras anteriores, suspensas no teto do museu Guggemheim como sua ultima obra.
Nos deparamos com bizarrices como animais empalhados, bonecos de figuras conhecidas como o Papa João Paulo II atingido por um meteóro e um boneco de Pablo Picasso cabeçudo. Uma das figuras que mais teve destaque foi um boneco de Adolf Hitler pendurado por o que parece ser um Pára-quedas.
Mesmo apresentando sua obra de um modo que para muitos parece apelativo, Maurizio conquista seu público pelo bom humor contido nas obras e a forte dimensão ideologica que apresentam. Minorias são destacadas e figuras famosas são fortemente questionadas. Entre elas surgem os Kennedys, ditadores e até Jesus Cristo.

 

Adolf HitlerPablo PicassoPapa João Paulo II atingido por um meteorito

 

Inicialmente um marceneiro, Maurizio Cattelan decidiu fazer artes plásticas pelo contato com designers italianos. Suas influências são De Chirico, Dali e até mesmo cineastas como Bunuel e Jodorowski. Vale a pena conhecer seu trabalho, mesmo que para se repudiar.

GABRIELA BOERI

Casa na Vila Beatriz

Ciro Schu é grafiteiro e artista plástico A maioria de seus grafites se encontram nos bairros da Barra Funda, Campos Elíseos e Pinheiros, em São Paulo.

Em seu trabalho fora das ruas, já participou de exposição coletiva na galeria Carmichael, em Los Angeles, e da mostra “I/Legítimo”, realizada em 2008 no Paço das Artes, em São Paulo.

Seu trabalho interage com a cidade de maneira orgânica e compõe o cenário fazendo com que sua mensagem se eternize nos muros.

A sua ideia é abstrair uma sensação e a partir desse movimento criar uma forma. O que instiga o artista são as diferentes interpretações que as pessoas dão a suas obras. Ele acha magico o fato de um desenho se transformar numa imagem diferente para cada pessoa que interage com ela. Monstros, pessoas, animais e robôs… tudo isso e mais um pouco pode surgir ao imaginário de quem aprecia suas obras.

Muro na Rua Natingui

Uma das referências principais de Ciro é a arte tribal. As cores que mais utiliza são o bege, o preto e o vermelho. A partir disso ele permite que a cidade também interfira em seus impulsos e idéias.

A arte de rua vem ganhando cada vez mais espaço e importância no cenário urbano!

Adriano Campos

Coletiva ´Dream Team´
curadoria de Patrícia Colli
De 22 de outubro até 26 de novembro na Galeria
Rua João Moura, 997 – Pinheiros, SP.
terça a sábado – 12 às 19 hs
entrada gratuita

A exposição Dream Team que está acontecendo na galeria choque cultural é um apanhado geral da arte de rua, da cultura hip-hop. Nela estão artistas de diversas nacionalidades que utilizam composições de mini-stickers, paineis de madeira, spray, lapis e instalações.

Exibe obras de autores como Travis Millard (www.youtube.com/watch?v=FJ5uFQx5aVo) Mildread (http://www.flickr.com/people/mildred_killdred/) e a curadora da mostra Patricia Colli.

O foco principal é a pintura, porém são obras proprias para serem contempladas na rua. Ao entrar nas galerias adquirem uma outra função, um outro status. Por um lado tem uma certa libertação da necessidade de dialogar com o espaço, por outro se prende a conceitos da obra de arte de galerias. Há uma mistura de surrealismo, grafite, formalismo e dadaísmo, possui uma perspectiva onirica. O caráter da mostra é trazer o pensamento da arte contemporânea que produz reflexão sobre a a forma da obra de arte e o meio pelo qual ela é está vinculada. A estética undergound é explorada ao maximo produzindo novas formas de fragmentação da realidade e reflete a decadencia politica moral da modernidade. Vale a pena conferir, ambiente intimista e informal, há um espaço de comercialização das obras. e os artistas sempre estão por lá, e da pra bater um papo com eles depois da visita na lanchonete que tem no local.

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